terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


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26/02/2013 07h00- Atualizado em 26/02/2013 07h00

Jovem com câncer no cérebro é aprovado na USP em Ribeirão Preto.

Alexandre Mendes, de 21 anos, começou a cursar informática biomédica.
Rapaz chegou a perder movimento das pernas e a abandonar estudos.

Rodolfo TiengoDo G1 Ribeirão e Franca



Em meio à luta contra o câncer, o jovem Alexandre conquistou uma vaga em informática biomédica na USP (Foto: Luara Gallacho / G1)Em meio à luta contra o câncer, Alexandre conquistou uma vaga em informática biomédica na USP (Foto: Luara Gallacho / G1)
Passar no vestibular é motivo de comemoração em dobro para Alexandre Mendes  de 21 anos. O jovem de Ribeirão Preto (SP) conseguiu ser aprovado com uma vaga em informática biomédica na USP diante de uma série de provações em razão de um câncer no tronco cerebral - que prejudica as funções motoras do organismo.
As marcas dessas vitórias ele ostenta com orgulho. Os cabelos raspados e a abreviação do curso em sua testa foram por causa do ‘trote’ que amigos, parentes e colegas lhe deram em comemoração à sua aprovação na Fuvest para o curso que ele começou nesta segunda-feira (25). Já a cicatriz de 17 centímetros na parte de trás da cabeça, bem mais dolorosa, veio de uma biópsia, um dos vários procedimentos médicos que ele tem combatido desde que descobriu o tumor, em julho de 2010.
A cicatriz foi necessária para que o ribeirão-pretano e sua família confirmassem a suspeita de neoplasia até então manifestada por sintomas como problemas de visão e perdas de movimentos nos membros. Uma piora de estado que começou em 2004 com o que parecia uma simples tontura, enquanto Alexandre jogava tênis, e que se agravou para uma espécie de tetraplegia temporária que, em 1º de dezembro de 2010, no dia de seu aniversário, fez com que ele tivesse que ser carregado pelo pai para prestigiar a festa que seus amigos haviam preparado em sua casa.
“O momento bem crítico foi bem no meu aniversário. Eu tinha feito quimioterapia uma semana antes. Eu não tinha força para levantar copo e minha fala estava abafada, só minha mãe me entendia, eu ficava com raiva, não conseguia comer sozinho”, lembra.
Família que descobriu doença de Alexandre em 2010 hoje comemora sucesso do filho no vestibular (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)Família que descobriu doença de Alexandre em 2010 hoje comemora sucesso do filho no vestibular (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)
Nos meses que antecederam o pior estágio de sua doença, Alexandre, então com 18 anos, se distanciou da rotina de um pré-vestibulando para se dedicar aos tratamentos contra o tumor em sua cabeça. Em razão da crescente dificuldade para andar e da necessidade de usar muletas, ele abandonou o cursinho após dois meses, sem expectativa de voltar a estudar. “Dava para ver a minha piora semanal. Parei o cursinho quando vi que precisava de ajuda”, lembra o adolescente.
A ideia de cursar uma universidade só voltaria a parecer possível para Alexandre no começo de 2012, depois que ele superou tratamentos de quimioterapia e de radioterapia, que aos poucos melhoraram sua saúde e lhe devolveram autonomia para coisas básicas como tomar banho e caminhar. Mesmo com limitações e com uma prescrição mensal de corticoides, nesse período ele retomou as aulas do cursinho pré-vestibular, decisão que pouco tempo depois resultou na aprovação na USP de Ribeirão. “As pessoas falam que sou herói, mas não acho que sou tudo isso. Eu soube lidar com a situação. Houve dias que foram péssimos, mas na maioria deles eu conseguia conviver com aquilo.”
Para o pai de Alexandre, o dentista Luiz Antônio Monteiro, de 63 anos, a história de superação é um aprendizado para toda a família. “Ele é um exemplo de garra, de amor à vida. Ele sempre confiou que o milagre poderia acontecer, mas acho que esse milagre já aconteceu, ele está aqui comigo hoje”, disse.
Alexandre começou suas aulas na USP de Ribeirão nesta segunda-feira (25) (Foto: Luara Gallacho / G1)Alexandre começou suas aulas na USP de Ribeirão nesta segunda-feira (25) (Foto: Luara Gallacho / G1)
Ao recordar de tudo que passou, Alexandre se deixa levar pelas lágrimas, mas logo recompõe um semblante menos triste do que otimista, atitude que, segundo sua mãe, tem sido uma constante do jovem no decorrer de sua luta contra o câncer. “Ele nunca se questionou, nunca se revoltou com a situação”, afirma a artista plástica Mara castanheira Monteiro, de 54 anos.
Após uma trajetória marcada por diferentes tratamentos, dores, enjoos, falta de ar, entre outros transtornos, Alexandre ainda não está curado do câncer, mas vive dias melhores e de esperança. O ingresso na USP trouxe um novo respiro para a luta pessoal do ribeirão-pretano, que recentemente iniciou um novo tratamento de quimioterapia que deve se estender por pelo menos um ano e meio. “É muito cedo para falar. Agora estou estável, mas curado não. De vez em quando ainda faço ressonância de controle para ver o controle do tumor. (...) Vou continuar fazendo quimioterapia até melhorar”, diz.
Quando indagado sobre o próprio futuro, Alexandre prefere se preocupar com coisas práticas que farão diferença em sua nova rotina universitária. “Outra preocupação é de como andar lá dentro da USP, que é muito grande. Talvez eu precise usar cadeira de rodas na transição dos blocos das salas de aula.”
Alexandre superou dificuldades com câncer e passou no vestibular da Fuvest (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)Alexandre superou câncer e passou no vestibular da Fuvest (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)

Reunião

HOJE AS 9;00H DA MANHÃ HAVERÁ UMA REUNIÃO COM OS PAIS ,SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E PROFESSORES PARA DISCUTIR QUE DIA HAVERÁ AULA NA ESCOLA DR. URBANO PEDRAL SAMPAIO DEVIDO A REFORMA AINDA NÃO ESTÁ CONCLUÍDA.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Religião : como abordar o tema nas escolas públicas sem ferir crenças?

 

 

Ensino religioso está presente na história do Brasil desde a época da colonização, mas o assunto divide opiniões de professores, pais e alunos

A sabedoria popular diz que alguns assuntos não devem ser discutidos, e religião está nesse rol. Em um país com dimensões continentais como o Brasil, que não tem religião oficial e onde o sincretismo impera há séculos, abordar o tema nas salas de aula não é tarefa fácil. Muitos acreditam que a instituição de ensino não é o lugar mais apropriado para falar de Deus, justamente para respeitar a crença particular de cada criança e família, mas há quem defenda a prática, pois a disciplina seria importante para a formação dos alunos. Para a professora Ana Paula Miranda, do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), o ensino religioso não é um problema, e sim a forma como ele é colocado em prática.
Professora Ana Paula Miranda UFF (Foto: divulgação)Professora Ana Paula Miranda, da UFF
(Foto: Divulgação)
“Trabalhei em uma escola que tinha ensino religioso, mas os pais de uma aluna eram budistas, e não queriam que a menina assistisse às aulas, que eram de cunho católico. A escola se recusou a dispensá-la da classe e eu comprei a briga da família. Na hora da aula, a criança ficava comigo. Com isso, angariei inimizades na instituição. Na minha opinião, a obrigatoriedade do ensino religioso está ligada a grupos políticos, que querem constituir princípios cristãos, o que fere a laicidade do Brasil”, ressalta.
A relação entre ensino religioso e escolas públicas remonta à época dos jesuítas, que fundaram em 1549 em Salvador o Colégio da Companhia de Jesus, a primeira de uma série de escolas públicas e gratuitas espalhadas pelo Brasil. Com o advento da República, definiu-se a separação entre Igreja e Estado. De lá para cá, o ensino religioso passou a ser considerado facultativo em todas as constituições e na Lei de Diretrizes e Bases (LDB).  Em 2009, o Congresso Nacional aprovou o Acordo Brasil-Santa Sé, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008, criando o novo dispositivo: “o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de Ensino Fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”. Para o professor Raimundo Nonato Coelho, coordenador da Pastoral da Educação na Arquidiocese do Rio de Janeiro, não existe privilégio para o ensino religioso católico.
Professor Raimundo Nonato Coelho (Foto: divulgação)Professor Raimundo Nonato Coelho
(Foto: Divulgação)
“A maioria da população brasileira ainda é católica, e isso se reflete na sala de aula. A escola só repercute o que acontece na sociedade. A lei diz que a educação deve ser integral e a dimensão religiosa faz parte da integralidade do ser humano”, defende.

Mas, o que pensam os próprios alunos sobre as aulas de religião? João Francisco Leão de Aquino Silveira, 17 anos, estudante do Colégio Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Cap-UFRJ), não concordo com o ensino religioso do jeito que é proposto. “Não tenho aula de religião e, se tivesse, eu não assistiria. Acho mais interessante um ensino mais cultural, que mostrasse a cultura brasileira em sua diversidade”, diz o aluno, que é ateu.

Já Allana Rodrigues Vieira, 16 anos, evangélica e aluna da Escola Técnica Oscar Tenório, no bairro de Marechal Hermes, Rio de Janeiro, acredita que o ensino religioso não é necessário. “Acho que as aulas de filosofia e sociologia já nos esclarecem sobre o assunto. O líder da igreja conversa bastante conosco a respeito do tema”, explica.
Larissa Santos Ferreira (Foto: divulgação)Larissa Santos Ferreira (Foto: divulgação)
Larissa Santos Ferreira, 16 anos, e também estudante da Escola Técnica Oscar Tenório, conta que já sofreu preconceito por ser mórmon. “As pessoas têm dificuldade para lidar com o que o é diferente, por isso acho que o ensino religioso poderia ajudar na medida em que aumenta o esclarecimento. Mas a religião não pode ser tratada de um ponto de vista só”, ressalta.

Raquel Cascais de Albuquerque, madrasta de Thalles Alves Carvalho dos Santos, 15 anos, aluno da Escola Municipal Rivadávio Correa, no Rio, conta que o enteado é candomblecista e não tem aulas de religião no colégio, mas que o tema é recorrente entre os alunos. “Entendemos que se falassem de todas as religiões, seria importante para diminuir o preconceito, mas acho que a escola não vai conseguir fazer isso, cada professor vai puxar para seu lado”, completa.

O ORGULHO DE FAZER PARTE DESSA CONQUISTA

ESCOLA DR. URBANO PEDRAL SAMPAIO

A Escola Dr. Urbano Pedral Sampaio  é considerada a melhor escola da Bahia de acordo ao IDEB,e nós professores da escola sentimos orgulhos por participar, de mais está conquista .



Reportagem: Profª Manoelita

MEC decide limitar criação de cursos de direito


MEC decide limitar criação de cursos de direito
Após adotar decisão semelhante com relação aos cursos de medicina, o Ministério da Educação decidiu mudar as regras de abertura de faculdades de direito para direcionar os novos cursos a localidades com carência de advogados e restringir a criação de vagas, informa a Folha. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2011, o país tinha naquele ano 1.120 cursos de direito, mais de 120% do que em 2001, quando contabilizava 505. Uma das opções em estudo é limitar a abertura de novos cursos a editais de chamamento público – o MEC passaria a apontar microrregiões onde ainda há capacidade de absorção de novos profissionais da área. Outra alternativa do governo é criar um sistema de pontuação em que as instituições de ensino superior deverão atender pré-requisitos mais rígidos para a criação do curso. Em ambos os casos, segundo a Folha, serão considerados fatores como quantidade de fóruns, escritórios de advocacia e promotorias nas cidades do país.